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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Praticas Educativas em museus ( Ana Carla, Kauara Faria, Lorena Melo)

Síntese do artigo:Da magia a sedução: a importância das atividades educativas não formais realizadas em museus de artes.
Na atualidade os museus têm grande importância na questão da educação, tanto no seu papel social, quanto por suas práticas e as reflexões decorrentes. No final da década de 1960, houve um interesse de criar exposições mais atraentes para atrair os visitantes. Com isso, cresce o número de museus e seu reconhecimento. Com esse crescimento não se consideravam más um local de depósito de obras de arte, passaram a ser vistos como
... organismos científicos e didáticos dotados de equipamentos especiais para o reconhecimento, a análise, a classificação, a conservação e a apresentação crítica de produtos artísticos, manufaturados de qualquer gênero. Museus adequados são destinados a arte contemporânea, concebidos como instrumentos de pesquisa e de informação... (ARGAN, 1993)
A partir daí, a educação passa a ter destaque em funções centrais no museu. A educação não formal realizada nos museus pode ser caracterizada como
a transmissão do conhecimento acontece de forma não obrigatória e sem a existência de mecanismo de repreensão em caso de não aprendizado, pois as pessoas estão envolvidas no e pelo ensino-aprendizagem e têm a relação prazerosa com o aprender. (VON SINSON, PARK FERNANDES, 2001, p.10)
De acordo com (CABRAL, 2002), a educação desenvolvida nos museus é o que se chama que educação patrimonial, ou seja, um processo centrado no patrimônio cultural, para o enriquecimento individual e coletivo.
Educação não formal
O termo educação não-formal, não quer dizer que tenha formalidade ou que não seja educacional e sim que a educação não-formal se caracteriza por ser uma maneira diferenciada de trabalhar com a educação, junto com a escola, sendo sua característica o prazer pela descoberta.
A definição de Afonso (1992, p.86)
(...) por educação formal intende-se o tipo de educação organizada com uma determinada sequência e proporcionada pelas escolas, enquanto a educação informal abrange todas as possibilidades educativas no decurso da vida do indivíduo, construindo um processo permanente e não organizado. Por ultimo, a educação não formal embora obedeça também a uma estrutura e a uma organização e possa ter uma certificação de verge e ainda da educação formal no que diz respeito a não fixação de tempos e a flexibilidade na adaptação dos conteúdos de aprendizagem a cada grupo concreto.
A ação educativa nos museus apresenta-se como facilitador de um processo prazeroso de ensino-aprendizagem. Essas atividades vão fazer do museu um espaço ideal de articulação do afetivo, do emotivo, da produção do conhecimento.  A necessidade da ação educativa decorre do fato que
Atividades de educação não formal precisam ser vivenciadas com prazer em local agradável, que permita movimentar-se, expandir-se e improvisar, possibilitando oportunidades de troca de experiências de formação de grupo (de proximidade, de brincadeiras, e de jogos, no caso das crianças e jovens), de contato e mistura de diferentes idades e gerações. (VON SIMSON; PARK, FERNANDES, 2001:10)
O relevante papel educativo no espaço educativo não-formal museológico: No museu contemporâneo há realização de varias atividades, tais como cursos, ateliês, seminário, monitoria, atividades de pesquisa teóricas e práticas. E para a realização destas são utilizados recursos humanos e materiais mediadores para uma maior interação. As ações educativas estão dentro das Ações Culturais, que são diversas outras atividades como curso de formação, projeções de vídeo, bibliotecas, entre outros e todos com conteúdo educativo. Alguns pontos na ação educativa nos museus é importante como a realização das atividades antes das visitas, também a capacitação de professores e funcionários, e fornecimento de materiais de apoio. Essa capacitação auxiliaria os professores e funcionários a terem um contato prévio com os recursos existentes, tendo assim, um melhor resultado por parte do grupo.  O trabalho de monitoria se faz através do diálogo, pois é a partir deste que se instiga os grupos a participar das atividades. O objetivo das atividades educacionais é que por meio dessas atividades realizadas nos museus é instruir os educandos de forma significativas, considerando os aspectos sociais e cognativos envolvidos nesse processo, facilitando-lhe o acesso aos dados da cultura. A relação do público com as ações educativas tem um histórico importante pois no século XV e XVI as obras de arte pertenciam a quem tinha status, e estes transmitiam seus conhecimentos a determinados grupo sociais. Posteriormente, houve busca pelos objetos em museus. Os museus de arte funcionavam para os artistas e os museus de ciências para os pesquisadores. Foi por interesse de um grupo populacional que os museus passam a ser vistos como provedores de educação.
Referênfia
FRONZA-MARTINS,Aglay Sanches. Da magia a sedução: a importância das atividades educativas não formais realizadas em museus de artes. Disponível em . Acessado em 16/11/2011.
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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Programa Educativo " Museu Casa de Portinari " (Lorena J. Mello, Camila, Luana, Karla) 2


O Museu Casa de Portinari foi instalado e inaugurado em 14 de março de 1970, tendo como sua entidade mantenedora a Secretaria de Estado da Cultura, sendo especificamente vinculado a UPPM - Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico.Trata-se de uma instituição de pequeno porte, tanto por sua área, quanto pelo número de funcionários que prestam serviços ao mesmo.

Possui duas vertentes básicas: artística e biográfica. O acervo artístico constitui-se, principalmente, por trabalhos realizados pelo artista em pintura mural, nas técnicas de afresco e têmpera. Na parte biográfica, a exposição destina-se aos objetos de uso pessoal do artista, documentos e à história de sua vida. 

Encontra-se instalado na antiga residência do pintor, em sua terra natal Brodowski, interior de São Paulo. O Museu Casa de Portinari visa ser referência e pólo de divulgação sobre a vida e obra do pintor, preservando a  casa onde ele viveu, o legado nela contido, a história de sua família, de sua infância e detalhes de toda sua vida.

O Museu apresenta grande responsabilidade com a preservação e conservação do Patrimônio, compromisso de sustentabilidade, ética, compromissos sociais e compromissos educativos. O Setor Educativo tem como nome “Serviço educativo e cultural” e  há 25 anos está formalizado na estrutura do museu, possuindo funcionários com formação na área de educação e artes.

As práticas educativas são voltadas tanto ao público escolar, como o especial e espontâneo, sendo que as práticas desenvolvidas são definidas de acordo com a faixa etária dos visitantes, considerando o conhecimento prévio. Aos visitantes são distribuídos folders e material informativo especifico. O Museu recebe em média, 4000 visitantes ao mês.

A pesquisa nos interessou muito sobre a vida de Portinari, aumentando o interesse pela visita no Museu. Agradecemos a colaboração de toda a equipe do museu pela atenção disponibilizada, em especial a estagiária de comunicação Tamiris Aparecida Bonicenha.

REFERÊNCIAS
Casa de Portinari. Disponível em: http://casadeportinari.com.br/principal.htm Acesso em: 22/11/2011
Museu Casa de Portinari. Disponível em: http://www.museucasadeportinari.org.br/o-museu/. Acesso em:  21/11/2011

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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Museu e práticas educativas (2º período) 2

Pessoal
Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa
Para uma reflexão sobre a relação educação e museus vamos alimentar as  pesquisas, discussões e  entender como isto tem acontecido nos museus. Segue a indicação de alguns artigos sobre o tema práticas educativas em museus. Se você  quiser complementar a relação abaixo com as suas indicações nós todos agradecemos.
ALMEIDA, Adriana Mortara. Os visitantes do museu Paulista: um estudo comparativo com os visitantes da Pinacoteca do Estado e do Museu de Zoologia. Anais do Museu Paulista,v.12,n.12, p. 269-306, jan.-dez, 2004
OLIVEIRA, Roni Ivan Rocha de; GASTAL,  Maria Luíza de Araújo.  Educação formal fora da sala de aula: olhares sobre o ensino de ciências utilizando espaços não-formais .  Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências, 8. Florianópolis, 2009
MUSEU da Vida. Avaliação e Estudos de Públicos de Museus e Centros de Ciência. CADERNO DO MUSEU DA VIDA, 2.  Rio de janeiro, 2003
 NASCIMENTO, Silvania Sousa do  et al. As Práticas Educativas Em Museus de Minas Gerais: Considerações iniciais do Projeto Museu e Escola: Um Duplo Olhar Sobre a Ação Educativa. BH: FAE, s.d. Disponível  em: http://www.cecimig.fae.ufmg.br/leme/docs/praticas%20educativas%20em%20museus%20de%20minas.pdf . Acessado em 16/11/11
NASCIMENTO, Silvania Sousa do. O desafio de construção de uma nova prática educativa para os museus. BH: FAE, s.d. Disponível  em: http://www.cecimig.fae.ufmg.br/leme/docs/desafio.pdf
SILVA, Carlos Eduardo Lira;  ALVES,  José Moysés . Concepções de ciências e práticas educativas em uma turma do clube do pesquisador mirim do museu Goeldi. Universidade Federal do Pará. Disponível em: http://www.fae.ufmg.br/abrapec/viempec/viempec/CR2/p1101.pdf.
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