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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Bibliotecários em ação: Compartilhando Experiências

Biblioteca  escolar, que lugar é este? Biblioteca escolar é...... Um mundo, .... um   lugar mágico, ....um lugar onde descobri como é bom ler um livro,  um lugar onde eu consegui me realizar... um lugar onde eu descobri o conhecimento!

 Para compartilhar conosco  a sua  experiência profissional, aqui no Fontes, convidei uma bibliotecária com sólida experiência no universo da biblioteca escolar: Sônia Grandi. Fiz o convite e ela aceitou.  Li o texto da Sônia, gostei e  certamente ele produzirá efeitos. Este breve relato nos revela sobre a força de uma escolha, a dedicação de um profissional, a busca pelo conhecimento e a descoberta de ter acertado nesta escolha. Do ponto de vista técnico é carregado de significados e pode ajudar a descobrir este universo chamado biblioteca escolar. É uma honra poder publicar um pedacinho da sua trajetória aqui no Fontes e  obrigada!!
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"Para a primeira pessoa a quem eu disse que ia cursar Biblioteconomia, ouvi a seguinte pergunta: “Biblio oooquê?
Mas, isso não me surpreendeu nem me desencorajou, até mesmo porque uma das minhas melhores amigas (bibliotecária) foi uma grande incentivadora nessa escolha.
Comecei minha carreira profissional como secretária bilínque, trabalhando sempre em empresas multinacionais. Até que surgiu esse “turning point” em minha vida. Resolvi prestar vestibular para Biblioteconomia. Portanto, escolhi a carreira não porque já havia trabalhado em biblioteca e precisava da graduação para melhorar meu salário e posição. Nem mesmo, por exclusão nas escolhas. Escolhi porque, após conversar muito com minha amiga, percebi que era uma profissão com a qual eu me identificaria muito. E isso realmente aconteceu. Sou bibliotecária por paixão!
Prestei vestibular para o curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação, na FESP, em São Paulo e, já no terceiro ano, comecei meu estágio na área escolar, numa das melhores escolas de São Paulo – Escola Graduada de São Paulo (Escola Americana – Graded School). Foi o emprego que me abriu as portas para o segmento de bibliotecas escolares. E nunca mais saí dessa área.
Depois, trabalhei por quase 10 anos, no Colégio Santo Américo, onde tive a oportunidade de desenvolver toda a minha habilidade técnica e, principalmente, de gerenciamento de biblioteca, que, por sinal, é uma das minhas habilidades preferidas. Nessa época, tive o grande desafio de reestruturar a biblioteca e desenvolver projetos pedagógicos junto com o corpo docente que marcaram a biblioteca do Santo Américo como um padrão de excelência nesse tipo de atuação. Com aulas e professoras exclusivas de biblioteca, desenvolvemos um projeto pedagógico que contemplava a biblioteca como setor fundamental nas atividades de leitura, orientação de estudos e pesquisa.
Iniciei, nessa época, junto com outras colegas bibliotecárias escolares, um grupo que congregava profissionais da área escolar com o objetivo de disseminar e fortalecer a nossa profissão e, ainda, contribuir para o desenvolvimento dos colegas que escolhiam a área escolar como opção de trabalho.
Após 2004, comecei a fazer consultorias em escolas, sempre com a finalidade de melhorar o desempenho do profissional bibliotecário de cada instituição, através de orientação e assessoria na perspectiva de seu trabalho.
Em 2006, fui contratada para montar e organizar as bibliotecas de uma grande escola judaica bilíngüe, cujo currículo é baseado numa perspectiva de investigação e que tem a leitura e a pesquisa como prioridades na grade curricular. É onde estou até hoje, inclusive, trabalhando arduamente para a construção de um “Media Center” para o ano de 2012, que congregará todas as mídias de informação e leitura num espaço amplo, moderno, arrojado e receptivo.
Continuo prestando consultoria às escolas e a algumas editoras e, também participando e ajudando a organizar  conferências, encontros, simpósios e palestras para entidades nacionais e internacionais significativas na nossa área de atuação.
É assim que eu penso e é assim que eu faço. Desenvolvo meu trabalho com muito amor e dedicação, porque simplesmente GOSTO DO QUE FAÇO!"
SONIA MARIA GRANDI – Bibliotecária Coordenadora da Escola Beit Yaacov – São Paulo, SP     CRB-8/5498Fonte da imagem:  Blogue das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas da Guia
Eu gostei muito do relato de experiência da Sônia, ele é motivador. E você? Registre no Comentários o que você aprendeu com este post.
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quinta-feira, 24 de março de 2011

Bibliotecários em ação: compartilhando experiências(2)

Este post é para contar sobre a trajetória profissional  de uma bibliotecária experiente, criativa e que gosta do que faz. Aqui vai o depoimento de Maria de Fátima  Zazá, boa leitura!
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Uma colega pede para contar minha experiência profissional para seu blog. Confesso que tenho dificuldade em falar sobre minha trajetória e decido começar do ponto onde estava na fila da inscrição para o vestibular da UFMG com uma grande amiga e ali recebemos um folheto informativo dos cursos oferecidos por esta instituição. E, naquele momento, decidimos fazer a inscrição para o curso de Biblioteconomia. Por que, justamente, este curso? Tínhamos o sonho de entrar para a Universidade e este parecia o caminho mais curto e fácil, curso pouco concorrido e que nos colocaria rapidamente no mercado de trabalho.
Enfim, conseguimos entrar. Na faculdade, tudo era completamente novo, mas bem diferente das escolas até então freqüentadas. Primeiro porque era uma ciência completamente desconhecida e, em segundo lugar, porque era pura teoria. Decidimos correr atrás da prática, através dos estágios, que valorizava este tipo de mão de obra, por ser escassa, diante da oferta do mercado e, ainda, oferecia remuneração. Este foi o ponto fundamental para a compreensão dos conteúdos da escola e o início da escalada profissional.
Depois da formatura o primeiro emprego, com ele a insegurança e a euforia. Após, as propostas de trabalho e a decisão da mudança e deixar para trás tudo o que foi construído. Nesta troca, tive a maior escola que alguém poderia desejar, nesta nova empresa aprendi muito do que sei e pude entender mais sobre a profissão, como aplicar as técnicas aprendidas, adaptá-las à realidade e como disponibilizá-las de forma efetiva ao cliente, de acordo com suas expectativas.
Passei por muitos clientes, por diferentes empresas, trabalhei com vários profissionais, da minha área e de outras, elaborei e implantei  projetos, treinei equipes, afastei da profissão, tentei outros caminhos...Hoje, com trinta e dois anos de formada e ainda na ativa, reflito e concluo que é fundamental fazer aquilo para o qual nos preparamos, saber fazê-lo , mas sempre abertos às novidades, idéias e inovações. Mas o que me valeu neste caminho que venho trilhando, sem dúvida , é o maior insumo que se pode esperar do profissional, chamado “criatividade”, que nos permite encarar os desafios surgidos, solucionar problemas, ter coragem, ousar, recomeçar e... escrever este depoimento.
Desejo sucesso a todos que estão iniciando o seu caminho!



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sábado, 19 de março de 2011

Bibliotecários em ação: compartilhando experiências

Fonte: http://www.istockphoto.com
Vamos começar a partir de hoje no blog Fontes o relato de experiências profissionais com diversos profissionais da área.  Neste espaço você vai conhecer as experiências  dos bibliotecários  e ver como são grandes  as possibilidades de atuação para um profissional da área. Para inaugurar este espaço chamado Bibliotecários em ação: compartilhando experiências convidamos a bibliotecária  Augusta Aparecida Cordoval Caetano, Diretora de Gestão de Documentos do Arquivo Público Mineiro para "falar conosco".  Desde já agradecemos pela oportunidade que a Cida está nos dando em compartilhar conosco sua trajetória profissional. Vamos conferir, então?
 
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"Parabenizo o Centro Universitário de Formiga e a professora Célia Dias pela iniciativa do Blog, agradeço o convite para participar deste encontro virtual e repasso a vocês, futuros colegas bibliotecários, algumas informações  sobre a minha vida profissional.

Em 1987, comecei a trabalhar no Arquivo Público Mineiro (APM), instituição centenária, subordinada à Secretaria de Estado de Cultura, que tem como finalidade orientar o processo de gestão, executar o recolhimento, a guarda e a preservação e promover o acesso ao acervo arquivístico da Administração Pública Estadual e dos documentos privados de interesse público. Trabalhei, primeiramente, como atendente na Sala de Consultas, uma espécie de “bibliotecária/arquivista de referência”, o que me proporcionou um vasto conhecimento do acervo bibliográfico e documental e dos instrumentos de pesquisa necessários para o bom atendimento aos usuários do APM. A partir dessa experiência, fiquei tão entusiasmada que busquei o caminho para ser “realmente” uma bibliotecária. Em 1998, conclui o curso de Biblioteconomia, na Escola de Ciência da Informação da UFMG e passei, então, a coordenar a biblioteca do APM. Uma das realizações dessa época foi a criação do Alertarquivo, publicação mensal dirigida aos funcionários, com informações sobre os livros, folhetos e periódicos recebidos pela biblioteca. Coordenei, também, o Projeto de Obras Raras e a publicação do CD Obras Raras e Preciosas do Arquivo Público Mineiro. Em 2003, assumi a Diretoria de Gestão de Documentos (DGD) e estou nesse cargo até hoje. Essa diretoria planeja e coordena os programas de gestão de documentos junto às instituições da Administração Pública Estadual. Ela presta assistência técnica a essas instituições quanto ao processo de análise, avaliação e seleção de documentos produzidos, tendo em vista a sua destinação para a guarda permanente ou a eliminação daqueles destituídos de valor informativo e probatório. Ressalto, aqui, um grande projeto coordenado pela DGD, iniciado em 2007 e finalizado em 2010, que consistiu na elaboração do Plano de Classificação e na Tabela de Temporalidade e Destinação de Documentos de Arquivo para as atividades finalísticas dos órgãos do Poder Executivo do Estado de Minas Gerais. Destaco, também, a publicação do Manual de Gestão de Documentos (Cadernos Técnicos do Arquivo Público Mineiro, v.1) em 2007.É um trabalho gratificante! Plantamos sementes para colhermos a preservação da memória administrativa do Estado de Minas Gerais!Convido vocês para uma visita ao Arquivo Público Mineiro. Ela poderá ser agendada por meio do e-mail da Diretoria de Acesso à Informação e Pesquisa: daip.apm@cultura.mg.gov.br.  Será um prazer recebê-los!". Augusta Aparecida Cordoval Caetano
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