Este blog, criado pela Profª. Drª. Célia Dias, tem como objetivo ser um canal de comunicação e um espaço para o compartilhamento de informações e experiências entre alunos, professores do curso de biblioteconomia, profissionais e todos os interessados em gestão da informação/ conhecimento em contextos diversos, arquivística e assuntos afins.Sejam bem vindos,entrem, leiam e participem!!
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Biblioteca Nacional oferecerá 100 livros digitais em 2012
Enquanto no Brasil o mercado de e-books é incipiente, em metrôs,
ônibus e aeroportos das grandes cidades norte-americanas e europeias é
relativamente comum ver gente lendo em seus smartphones, tablets e
e-readers, como antes se fazia com as edições de bolso.
Nos EUA, que vive o "verão do Kindle", a fatia do mercado está em
13,5% quando se fala em obras de ficção. Na Alemanha, segundo dados da
Sociedade para Pesquisa de Mercado Consumidor, desde fevereiro foram
vendidos 350 mil leitores digitais.
No Brasil, onde o acervo ainda é escasso e os aparelhos saem por no
mínimo R$ 800, não há números a respeito. Nas capitais, não se vê nada
parecido.
Mas a Fundação Biblioteca Nacional, à qual cabem as políticas de
livro e leitura, quer olhar adiante, e realizou, durante a Bienal do
Livro do Rio, o colóquio E-books e a Democratização do Acesso - Modelos e
Experiências de Bibliotecas. A feira se encerra hoje à noite.
No início de 2012, o presidente da FBN, Galeno Amorim, já espera ter
para empréstimo cerca de cem títulos digitalizados (literatura
brasileira em domínio público). A ideia agora é aprender com a
experiência de quem já vive a era digital nas bibliotecas, e pensar o
modelo mais adequado à nossa realidade, seja o download ou o sistema
nuvem, em que o livro fica disponível só por um período.
Aqui, inexiste esse tipo de serviço. Nem os livros de papel chegam a
todos. Ainda falta atingir a marca desejada há anos: ter uma biblioteca
instalada em cada um dos 5.565 municípios.
O colóquio marca os 200 anos da BN, criada numa então colônia de
analfabetos para guardar a biblioteca real trazida de Portugal, e, com o
tempo, transformada em centro de pesquisa. Hoje, o público tem acesso,
pela internet, à parte do acervo digitalizada. "O e-book é um evento
novo para todos. Não podemos ficar na rabeira. Queremos discutir qual é o
melhor caminho, o que é viável", diz Galeno, ao justificar a realização
dos debates.
Na Inglaterra, contou Aquiles Alencar-Brayner, curador digital
(cearense) da British Library, as editoras resistem a ceder e-books para
empréstimo. Mas uma lei poderá enquadrá-las ano que vem. Frank Daniel,
da Biblioteca Pública de Colônia, relatou que nos últimos quatro anos
foram computados 120 mil downloads de 8.600 e-books. A biblioteca
oferece aplicativos para iPhones e iPads. Essa é a Bienal mais tecnológica de todas, a primeira em que foram
oferecidos "para degustação" tablets e e-readers. O espaço da Bienal
Digital ficou cheio de curiosos que nunca tiveram um desses nas mãos.
Fonte: Estadão.com.br http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,para-gostar-de-e-book,770951,0.htm
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sexta-feira, 11 de março de 2011
Bibliotecas e as novas tecnologias
Este tema tem sido recorrente nas discussões em sala de aula, nos estudos realizados e nas conversas entre os bibliotecários. Em comemoração a semana do bibliotecário o Cenex da Biblioteca Universitária da UFMG em parceria com Sistema de Bibliotecas da UFMG, Conselho Regional de Biblioteconomia, Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais, Superintendência de Bibliotecas Públicas e a Escola de Ciência da Informação está promovendo no dia 15/03 um evento técnico composto por 1 seminário e 2 mini-cursos para tratar do assunto com a comunidade:
1) Seminário Biblioteca universitária: uma visão para o futuro acontecerá de 14-17hs
2) Os Mini- cursos serão realizados no horário de 8h30 às 12h:
- Diretrizes para tratamento de recursos eletrônicos: E-books,
- Bibliotecas digitais: planejamento e gestão.
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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
E-book,livro digital: o que quer dizer?
Termo de origem inglesa, e-Book é uma abreviação para “electronic book”, ou livro eletrônico: trata-se de uma obra com o mesmo conteúdo da versão impressa, com a exceção de ser, por óbvio, uma mídia digital.
Apesar de ardorosamente criticados por extremistas – que acreditam que um livro jamais deveria ser substituído por um e-Book –, o modelo eletrônico tem suas vantagens. Portabilidade é uma de suas principais características: uma obra chinesa pode ser adquirida no Brasil, e em questão de segundos.
Quando o assunto é facilidade de transporte, então, nem se fala: enquanto milhares de e-Books podem ser levados para cima e para baixo com o uso de um dispositivo móvel (como um pendrive), carregar dois livros simultaneamente é complicado.
Apesar de ardorosamente criticados por extremistas – que acreditam que um livro jamais deveria ser substituído por um e-Book –, o modelo eletrônico tem suas vantagens. Portabilidade é uma de suas principais características: uma obra chinesa pode ser adquirida no Brasil, e em questão de segundos.
Quando o assunto é facilidade de transporte, então, nem se fala: enquanto milhares de e-Books podem ser levados para cima e para baixo com o uso de um dispositivo móvel (como um pendrive), carregar dois livros simultaneamente é complicado.
O preço é outro atributo a ser levado em consideração, já que e-Books, devido à sua facilidade de divulgação e ao seu baixo custo de produção, normalmente saem muito mais baratos que modelos impressos. E por falar em impressão, vale a pena salientar: se você preferir ler sentado confortavelmente em sua poltrona, pode imprimir o e-Book.
Os formatos em que essas obras são encontradas variam, sendo que os mais tradicionais são .pdf, .doc, .odt, .txt, .lit e .opf; devido a essa variedade de extensões, foram desenvolvidos programas específicos para a leitura de e-Books – softwares que são capazes de reconhecer todos esses formatos e apresentá-los em forma de texto. Se estiver procurando por um aplicativo do gênero, temos vários à disposição aqui na Intenet.
Vantagens em relação ao livro tradicional
A principal vantagem do livro digital é a sua portabilidade. Eles são facilmente transportados em disquetes, CD-ROMs, pen-drives e cartões de memória.
Como se encontra no formato digital, pode ser transmitido rapidamente por meio da Internet. Se um leitor que se encontra no Japão, por exemplo, e tiver interesse em adquirir um livro digital vendido nos Estados Unidos ou no Brasil, pode adquiri-lo imediatamente e em alguns minutos estará lendo tranquilamente o seu ebook.
Mas um dos grandes atrativos para livros digitais é o fato de já existirem softwares capazes de os ler, em tempo real, sem sotaques robotizados e ainda converter a leitura em uma mídia sonora, como o MP3, criando audiobooks.
O E-book foi inventado em 1971, quando Michael Hart digitou a Declaração de Independência dos Estados Unidos da América. Hart foi também o fundador do Projeto Gutenberg, o mais antigo produtor de livros electrónicos do mundo.
1971: Michael Hart lidera o projecto Gutenberg que procura digitalizar livros e oferece-los gratuitamente.
1993: Zahur Klemath Zapata registra o primero programa de livros digitais. Digital Book v.1, DBF.
1993: Publica-se o primeiro livro digital: Do assassinato, considerado uma das belas artes, de Thomas de Quincey.
1995: Amazon começa a vender livros através da Internet.
1996: O projecto Gutenberg alcança os 1.000 livros digitalizados. A meta é um milhão.
1998: São lançados ao mercado os leitores de livros electrónicos: Rocket ebook e Softbook.
1998-1999: Surgem sítios na Internet que vendem livros electrónicos, como eReader.com e eReads.com.
2000: Stephen King lança seu romance Riding Bullet em formato digital. Só pode ser lído em comutadores.
2002: Os editoriais Random House y HarperCollins começan a vender versões electrónicas dos seus títulos na Internet.
2005: Amazon compra Mobipocket na sua estratégia sobre o livro electrónico.
2006: Acordo entre Google en a Biblioteca Nacional do Brasil para digitalizar 2 milhões de títulos.
2006: Sony lança o leitor Sony Reader que conta com a tecnologia da tinta electrónica
2007: Amazon lança o Kindle.
2008: Adobe e Sony fazem compativéis suas tecnologias de livros electrónicos (Leitor e DRM).
2008: Sony lança seu PRS-505.
2009: Barnes & Noble lança o Nook.
2010: Apple lança o iPad.
Direitos autorais
Assim como um livro tradicional, o livro digital é protegido pelas leis de direitos autorais. Isso significa que eles não podem ser alterados, plagiados, distribuídos ou comercializados de nenhuma forma, sem a expressa autorização de seu autor. No caso dos livros digitais gratuitos, devem ser observadas as regras e leis que regem as obras de domínio público ou registros de códigos abertos para distribuição livre.
Fonte: Texto: InterCriar E-books/ Vídeos: Google vídeos ((•)) Ouça este post
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Metamorfose para o livro digital 2.0
| fonte da imagem: Wol Brasil - Blog world Online |
RAQUEL COZER - O Estado de S.Paulo
Desde janeiro, editores e designers da paulistana Bei convivem com um corpo estranho para o ambiente de trabalho ao qual estavam habituados. A mais recente contratação da casa, especializada em títulos de arte, culinária e turismo, foi a de um cinegrafista, Marco Aslam. A existência na editora de um funcionário fixo responsável pela produção de vídeos, algo inimaginável anos atrás, reflete uma evolução do mercado que, com a chegada de tablets (computadores portáteis) como o iPad e o Galaxy, começa a ganhar força no Brasil.
Trata-se dos enhanced e-books (livros digitais aprimorados) ou, como preferem alguns editores por aqui, e-books 2.0, capazes de oferecer recursos interativos como áudio, vídeo, foto e animação. No limiar entre o livro e alguma coisa tecnológica demais para ser aceita como tal pelos mais tradicionais (na verdade, recebem o nome de aplicativos), essas publicações eletrônicas ganharam no segundo semestre do ano passado suas primeiras versões nacionais, por editoras como a Bei, a Saraiva e a Globo - a pioneira, com uma versão lite de A Menina do Narizinho Arrebitado, de Monteiro Lobato, disponibilizada de graça desde agosto na loja da Apple. Vários outros projetos estão em andamento em casas como a Peirópolis, que prepara quadrinhos e obras infantis, e a Ediouro, que aposta nos recursos para obras de não ficção.
Assim como aconteceu com os e-books para Kindle e outros leitores eletrônicos do gênero, as editoras que começam a entrar nesse filão o fazem mais por precaução do que qualquer outra coisa. Não se espera nenhum fenômeno de vendas, mas o que não dá é para correr o risco de ficar para trás. O discurso, com variações mínimas entre editores, é resumido por Renata Borges, diretora da Peirópolis, que desenvolve quatro projetos de livros animados ou interativos: "Estamos trabalhando com um modelo de negócios que ninguém conhece ainda muito bem. Não tem retorno garantido, até porque nem os e-books só de texto têm números representativos no Brasil, mas é melhor estar preparado para o que vier." O que pode vir desse formato será um dos temas centrais, por exemplo, da próxima Feira de Bologna (Itália), a mais importante do mundo na área de infantis e juvenis.
E não é um investimento baixo. Um dos projetos mais simples em desenvolvimento pelo Grupo Ediouro, a versão em aplicativo da biografia de Lobão, 50 Anos a Mil (que terá apenas áudio e vídeos além do texto digital), sairá por algo em torno de R$ 25 mil. Quando estiver pronto, em março ou abril, o livro para iPad custará entre R$ 25 e R$ 30, enquanto a versão impressa está sendo vendida a R$ 59,90. "A expectativa de retorno não é alta. O importante agora é oferecer um produto multiplataforma para mostrar o que a editora é capaz de fazer", diz Alexandre Mathias, diretor-executivo da área de livros do grupo.
Os trabalhos são realizados pela Singular, braço digital da Ediouro, que atualmente centra esforços no aplicativo de 1822, de Laurentino Gomes. A versão para iPad incluirá o áudio de Pedro Bial (já gravado e à venda) e também ilustrações e mapas pelos quais o leitor poderá "percorrer" o caminho feito por d. Pedro I até anunciar a Independência do Brasil às margens do Ipiranga. "No aplicativo será possível, por exemplo, clicar numa pintura e ver em que museu a tela está disponível hoje", explica Newton Neto, diretor da Singular. O modelo desse livro, cuja produção envolve o trabalho de 12 pessoas, incluindo produtor, diretor e roteirista, servirá de base para todos os próximos a serem lançados pelo grupo. A previsão é que até dezembro saiam dez títulos, com destaque para o novo de Luiz Eduardo Soares, autor do livro que inspirou o filme Tropa de Elite.
Editoras focadas em literatura adulta não têm pressa em ingressar nesse formato por uma razão simples - do que se viu até agora de lançamentos no exterior, o gênero é o que apresenta menos possibilidades de exploração multimídia. Pelas alternativa no uso de imagens em movimento, são os livros de arte, quadrinhos e infantis que lideram essa investida. A Bei, por exemplo, tem muito material arquivado de livros já publicados que poderá ser aproveitado nas edições para tablet. Entre seus próximos lançamentos para iPad estão Ricardo Legorreta - Sonhos Construídos e Oscar Niemeyer - Uma Arquitetura da Sedução, cuja produção para papel precisou deixar de lado material precioso: longas entrevistas em vídeo com os arquitetos. No entanto, a editora optou por um título inédito para entrar nesse mercado. Lançado em dezembro em papel e para iPad, Fernando de Noronha 3º50"S 32º24"W teve mil exemplares vendidos na versão impressa e 60 na loja da Apple. "O curioso é que, mesmo lançado só em português, o livro para iPad teve boa parte de suas vendas fora do País, já que é uma obra muito focada nas imagens", diz Tomas Alvim, diretor editorial da Bei. Para ampliar o público, próximos títulos sairão também em inglês.
O idioma é só um dos entraves na dimensão das vendas para tablets. Renata Borges, da Peirópolis, destaca a dificuldade de criar para os diferentes tipos de plataformas. Por critérios de padronização, um livro criado para iPad não roda num Galaxy - os dois tablets têm inclusive tamanhos diferentes. As lojas nacionais de livros eletrônicos, como a Gato Sabido e a da Livraria Saraiva, também não suportam conteúdo animado. "Comercializar aplicativos é um plano, mas não a custo prazo", informa a Saraiva aos interessados. Um problema e tanto para a Peirópolis, que, ainda neste mês, pretende lançar o aplicativo de Cresh!, de Caco Galhardo, e, em maio, Meu Tio Lobisomen, de Manu Maltez
Nesse universo ainda a explorar, editores têm mais uma razão para investir nos projetos multimídia: no meio deste ano, deve ser apresentado a versão 3.0 do ePub, o formato padrão dos e-books, o que permitirá livros multimídia até nos aparelhos que hoje só permitem a leitura de texto.
RAQUEL COZER - O Estado de S.Paulo
Fonte: Estadão http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110212/not_imp678500,0.php , 25/02/11
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