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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Centro Alemão de Inovação e Ciência é inaugurado em São Paulo

Divulgar as oportunidades de ensino e pesquisa na Alemanha para a comunidade acadêmica brasileira e fomentar projetos conjuntos entre entidades dos dois países são alguns dos objetivos do Centro Alemão de Inovação e Ciência, que iniciou suas atividades esta semana na cidade de São Paulo.
A inauguração foi marcada pela visita ao Brasil do ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle. Em entrevista à Agência FAPESP, Westerwelle disse que a implantação do centro mostra que a colaboração entre os dois países vai além de interesses econômicos concretos.
“Temos uma agenda ampla de discussão, que inclui ciência, pesquisa e educação. Estamos muito felizes e orgulhosos, pois devemos receber cerca de 10 mil estudantes brasileiros nos próximos anos. Essa é uma prova excelente de nossa amizade e colaboração”, disse.
O diretor do Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), Christian Müller, que também vai dirigir o novo centro, explicou que o escritório reunirá representantes de diversas organizações de ciência e pesquisa da Alemanha, como a Fundação Alexander von Humboldt, a Fundação Alemã de Pesquisa Científica (DFG) e a própria DAAD, além de cinco consórcios de universidades alemãs. O governo alemão está implantando centros semelhantes nas cidades de Nova York, Moscou, Nova Deli e Tóquio. Segundo Müller, foram selecionados os polos emergentes fora da Europa, que se destacam rapidamente como geradores de novos conhecimentos. Leia mais....
Fonte:Karina Toledo Agência FAPESP
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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Bibliotecas universitárias, informação para indústria/ negócios e “lei de inovação” (Ana Vanessa)

InovaBrasil
Este post apresenta uma síntese do trabalho de Damásio, conforme referência abaixo. Este artigo discorre sobre e a importância da atuação das bibliotecas universitárias em relação ao projeto de lei de inovação em Fundo de apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, universidades que desenvolvem pesquisas com apoio de empresas, através da contribuição e contrapartida de interesses da iniciativa privada. Um setor que mais necessita e visa esta contribuição é o industrial. Discute neste contexto com argumentos da área de biblioteconomia e ciência da informação, em sua na linha de atuação em Informação para Indústria em Negócios, sua importância nesta atuação. Define seus objetivos principais, sua importância em sua conceitualização. Expõe alguns resultados de pesquisa realizada em 2001 com indústrias de grande porte e a importância da utilização desse tipo e de informação. Concluiu-se que o setor industrial necessita de informações prontas e organizadas e que as bibliotecas universitárias devem participar ativamente neste conceito, organizando-se para fornecer a informação técnica científica organizada, através da oportunidades e convênios entre universidade-indústria. (DAMASIO, 2004. p.1)

As bibliotecas universitárias detêm o conhecimento universitário e por conseqüência são as principais intermediarias entre a informação e o conhecimento. Para Damásio,(2004, p.2) As discussões existem na ciência da Informação e Biblioteconomia discussões sobre o papel da informação científica e tecnológica são essenciais ao desenvolvimento industrial em todos os aspectos. O presente texto analisa o papel fundamental da biblioteca conforme a lei da inovação.
As Bibliotecas Universitárias estão com os acervos atualizados e compatíveis com a realidade das necessidades de pesquisa científica e tecnológica, que no caso a Lei de Inovação prevê. Essa também será outra questão a buscar soluções de acordo com o que o próprio projeto de Lei prevê, em seu artigo 19º “concessão de recursos financeiros, humanos, materiais ou de infra-estrutura, a serem ajustados em convênios ou contratos específicos [...]” (BRASIL, 2004 apud DAMASIO, 2004.p.6)
Os resultados da analise deste artigo deixam claro a como a informação , está interligada ao crescimento pois, todas as empresas tem projetos a serem cumpridos em prazos cada vez menores, e somente através da informação atualizada e organizada estes prazos poderão ser cumpridos.
Diante da análise dos resultados da pesquisa fica claro o aspecto imediatista da informação e a preocupação com o aqui e agora, diminuindo a possibilidade de se trabalhar com informações para planos futuros, que devem ser gerenciadas e armazenadas pelos mesmos para uso oportuno.(DAMÁSIO, 2004. p.15)
DAMASIO, Edilson. O papel das bibliotecas universitárias e da informação para indústria e negócios conforme a “lei de inovação” no contexto científico e tecnológico competências, 2002. In XIIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias - SNBU, Recife: Pernambuco,2004, Disponível em:< http://eprints.rclis.org/bitstream/10760/6412/1/snbu20042.pdf> Acesso em: 26 nov. 2011.
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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Inovação que vem das empresas


Informação tecnológica. Um erro comum no Brasil costuma atrapalhar a relação entre empresas e universidades: supor que o sistema de inovação de um país funciona com instituições acadêmicas gerando integralmente o conhecimento e empresas apenas recebendo as novas tecnologias. Ao contrário: a empresa é um local privilegiado para gerar conhecimento. A análise foi feita por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, durante o Workshop FAPESP-ABC sobre Pesquisa Colaborativa Universidade-Empresa, que teve início nesta segunda-feira (7/11), em São Paulo. 
Fonte:Agência FAPESP
Brito Cruz traçou um retrato do setor de inovação no Brasil e, em particular, das relações entre universidades e empresas. O dispêndio total de pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil em 2008 foi de 1,09% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 23 bilhões. Desse total, 54% vieram de fontes públicas e 46% do setor privado. “Podemos verificar que a porcentagem do PIB que o Brasil aplica em P&D fica abaixo dos países com os quais queremos competir. No entanto, há uma grande heterogeneidade no país e, se observarmos os números de São Paulo isoladamente, vemos que o estado tem um dispêndio de 1,7%, maior que o da Espanha, da Itália e do próprio Brasil”, destacou. Quando são comparados os quadros de dispêndio em P&D apenas no setor público, no entanto, as diferenças não são muito grandes entre os países. No dispêndio governamental, o Brasil investe 0,7% do PIB e nenhum país passa muito de 1%. “Como se vê, a restrição de investimentos governamentais não é o principal problema para nosso sistema de inovação”, disse Brito Cruz. É no dispêndio do setor privado que se encontra a principal diferença entre os países. Enquanto o dispêndio empresarial em São Paulo é de 1% do PIB, nos Estados Unidos e Alemanha o investimento é de cerca de 2% e países como Japão, Coreia do Sul e Suécia investem mais de 2,5%. “Entretanto, nesses países as empresas não enfrentam as graves restrições que as empresas brasileiras precisam encarar”, disse Brito Cruz. Segundo ele, as três principais restrições são o custo tributário gigantesco, o custo dos juros e de um câmbio anômalo – vale mais a pena investir em aplicações que em pesquisa – e um custo trabalhista imenso. “Não se trata de dizer que as empresas brasileiras não sabem ou não querem investir em pesquisa. O que ocorre é que elas não conseguem, porque o peso dessas restrições é muito grande. O ambiente é hostil. Em São Paulo a situação é um pouco melhor, porque as empresas da região têm mais competição internacional”, afirmou. Uma das dificuldades enfrentadas pelo sistema brasileiro é o número de pesquisadores nas empresas: são poucos e com tendência de redução. “Temos cerca de 133 mil pesquisadores no Brasil, sendo 57% em universidades e 37% em empresas. A Pintec 2010 mostra uma redução na quantidade de pesquisadores na empresa”, disse Brito Cruz. O número de pesquisadores nas empresas no Brasil aumentou até 2005, quando atingiu 50 mil – e caiu entre 2005 e 2008. “O Brasil tem hoje 45 mil pesquisadores em empresas. A Coreia do Sul, com um sétimo da população, tem 166 mil. E os Estados Unidos têm 1,1 milhão. Nosso pequeno dispêndio em P&D se manifesta concretamente no pequeno número de pesquisadores”, afirmou. As patentes em empresas também são um indicador no qual o Brasil deixa a desejar. A China, segundo Brito Cruz, teve um crescimento espetacular nesse aspecto: o número de patentes em empresas foi multiplicado por 10 entre 1994 e 2004. “O número de patentes chinesas registradas nos Estados Unidos em 2004 era de 404 e em 2009 passou para 1.655. O Brasil teve 106 patentes registradas nos Estados Unidos em 2004 e apenas 103 em 2009. Podemos verificar uma tendência à estagnação, nesse aspecto, a partir de 2003. A Espanha, que tem o mesmo número de pesquisadores que o Brasil, tem três vezes mais patentes”, disse. Brito Cruz destacou que a relação entre universidades e indústria não se limita aos estudos conjuntos. “Além de pesquisas conjuntas, as universidades e empresas também estabelecem suas relações na forma de um fluxo de estudantes, de contatos informais com pesquisadores da universidade e da empresa, de conferências, de revistas especializadas, de copublicação, de mobilidade de pesquisadores – que tiram licença para trabalhar na empresa, ou para fazer um doutorado –, de contratos de pesquisa, de contratos de patente e licenciamento, de spin-offs e da construção conjunta de laboratórios de pesquisa”, disse.
Fonte: Por Fábio de Castro Agência FAPESP 08/11/2011
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